Qual a relação entre sua inteligência emocional e os gastos do dia a dia?

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A inteligência financeira é algo essencial para todos nós sobrevivermos, especialmente nestes tempos de recessão. Porém este conceito não é formado meramente por uma definição de palavras ou por uma simples organização de finanças. Nossa carga emocional nos impede de obter o conhecimento necessário para lidar com as economias.

Para tanto, antes de lidar com a parte financeira, é preciso desenvolver a inteligência emocional. Até porque tudo aquilo que vivenciamos e as situações, com as quais lidamos, vão influenciar diretamente na maneira de gastar o dinheiro. Não acredita?

Pois pense comigo: quando você adia o pagamento de algumas contas em razão de um gasto supérfluo (com objetos pessoais, roupas, bebidas), você não está sendo inteligente financeiramente. Porque sua prioridade é o gasto compulsório e não a qualificação de suas contas, e posterior pagamento delas.

Ou seja, quando lhe falta inteligência emocional, você tem um descontrole na área das finanças. Para entender melhor esses termos, vamos entender o que é a inteligência financeira: é saber o que fazer quando precisamos tomar decisões financeiras, observando gastos, dívidas e renda. Portanto, você é inteligente financeiramente quando organiza as dívidas, paga as contas e mantém-se equilibrada.

Como desenvolver a inteligência emocional?

Muitas vezes, a válvula de escape de uma situação ruim é o gasto compulsivo. Quando estamos com problemas pessoais, nos descontrolamos na hora de administrar o dinheiro e acabamos adquirindo dívidas não planejadas.

Portanto, é necessário desenvolver a inteligência emocional, para não ter aborrecimento com as finanças. Uma das dicas mais indicadas por especialistas é a gestão de tempo e tarefas. Você deve se organizar melhor no dia-a-dia, cumprindo suas tarefas propostas e levando a vida com mais controle de suas ações. Isso é importante porque, uma vez que você adquire esse hábito, ele se torna rotineiro em todos os momentos da sua vida. Inclusive, para as suas economias.

Outro conselho é o básico questionamento: será que eu preciso mesmo deste produto? Ou estou reagindo mal aos acontecimentos da minha vida? Você tem que tratar o problema emocional antes de procurar conforto nos gastos. Inclusive, quando o descontrole toma conta de você, a melhor opção é procurar ajuda profissional. Os consumistas compulsivos são, na maioria das vezes, pessoas com problemas e transtornos emocionais.

Quais são os benefícios?

O descontrole financeiro pode ser estressante tanto no local de trabalho quanto na nossa vida pessoal. Então, quanto mais inteligência emocional tiver, mais confortável financeiramente estará. Por isso, é importante alinhar o emocional e o financeiro.

Ninguém quer ter dor de cabeça com contas atrasadas e nome sujo, que posteriormente podem lhe causar problemas psicológicos. Tornando tudo um só ciclo. É importante não só nos educar, mas ensinar a geração mais nova tudo o que podemos sobre inteligência financeira e inteligência emocional.

Lembre-se que quem é inteligente emocional não adquire empréstimos a torto e a direito, para se encher de dívidas e problemas. Ele economiza gastos, e procura meios de se tornar especialista em suas finanças.

*Leila Ghiorzi é coach financeira e aluna do curso de especialização em Finanças, Investimentos e Banking da PUCRS. Possui formação complementar em Investimentos e Intermediação Financeira pela FGV e formação executiva em Finanças Corporativas pela UCAM.

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